PRODUCTION’S INFORMATION - ENGLISH

 

A Espera de Liz is a movie made entirely on gender equality.
The female representativity is not just on the story that is being told, but also behind the cameras carrying on high position jobs in part of the main departments.

The production and costume staff, in the shooting stage, was entirely composed by women. The art staff counted on the awarded Maíra Carvalho as an art director, and make-up staff was led by Gabi Britzki. These are some examples of somethings that remained until the conclusion of the production. Altogether, out of the111 professionals among technicians and actors that composed the main crew, 65 were women (59%) and 46 were man (41%).

Simone Iliescu, lead character of the feature film also worked as the co-screenwriter and associate producer. In the same way, Bruno Torres is the lead character and director of the film, and also signs the screenplay together with Simone. Thus, the screenplay of A Espera de Liz was written at four hands.

The decision so Bruno could represent the character Miguel in fiction came up after the suggestion from part of the photography, art and production staff. The goal with it was clear: to sharpen the speech.

It was as if the producer said, being in flesh and blood inside the movie: “in the shoes of a chovinist, I prefer it to be me”

This way of work is not very usual, however it fits perfectly for this Project, once the main goal was to avoid the known Dunning-Kruger effect. As A Espera de Liz talks approaches gender equality from a poetic, sensory and provocative language, it was of such ethical importance that the dramatic decisions of the script related to the female were under a woman’s supervision; and the male under a man’s one.

The result of this process was intense, with an irreparable exchange of human learning for both screenwriters, learning about each other’s universe in such way that was reflected on the screen: astrong movie, with an original idea and with an instigating conflict approached by a persperctive that, maybe, hasn’t been seen in the cinema yet.

To conclude it, it’ worth saying that the script of A Espera de Liz was built from the basic principles
of the Alison Bechdel test: main female characters with their own names, that talk several times among themselves and never head their subjects to a male figure. However, having the uncomfortable ghost

of a male presence as a milestone among them, promoting a warm discussion about a subject of extreme importance nowadays.

INFORMAÇÕES SOBRE A PRODUÇÃO - PORTUGUÊS

 

A Espera de Liz é um filme que foi realizado em completa igualdade de gênero. A representatividade feminina não está apenas na história contada, mas também atrás das câmeras, com mulheres exercendo cargos chefes em parte dos principais departamentos. A equipe de produção e de figurino, na fase de filmagem, foi inteiramente formada por mulheres. 

A equipe de arte contou com a premiada Maíra Carvalho como diretora, e a equipe de maquiagem foi chefiada por Gabi Britzki. Estes são alguns exemplos de algo que se manteve até a conclusão da obra.

Ao todo, da equipe principal, composta por 111 profissionais entre técnicos e atores, 65 eram mulheres (59%) e 46 homens (41%).

Simone Iliescu, protagonista do longa metragem, exerceu também a função de corroteirista e produtora associada. Da mesma forma, Bruno Torres é protagonista e diretor do filme, além de assinar o roteiro juntamente com Simone. Portanto, o roteiro de A Espera de Liz foi escrito a quatro mãos.

A decisão para que Bruno representasse o personagem Miguel na ficção surgiu após sugestão de parte da equipe de fotografia, arte e produção.
O objetivo com isso era claro: afinar o discurso. Era como se o realizador dissesse, ao estar em carne e osso dentro do filme: “na pele de um eventual machista, eu prefiro que seja eu”.

Essa forma de trabalhar não é muito habitual, porém se encaixa perfeitamente para este projeto, uma vez que o objetivo principal era evitar o tão conhecido efeito Dunning-Kruger. Como A Espera de Liz aborda a igualdade de gênero a partir uma linguagem poética, sensorial e provocativa, era de suma importância ética que as decisões dramáticas do roteiro relacionadas ao feminino estivessem sob a supervisão de uma mulher; e a masculina, sob a supervisão de um homem.

O resultado deste processo foi intenso, com uma irreparável troca de aprendizado humano para os dois roteiristas, um apreendendo sobre o universo do outro de uma forma que refletiu na tela: um filme forte, com ideia original e com um conflito instigante abordado por uma perspectiva talvez ainda não vista no cinema.

Para finalizar, vale dizer que o roteiro de A Espera de Liz foi edificado a partir dos princípios básicos do teste de Bechdel: personagens principais femininas com nome próprio, que dialogam diversas vezes entre si e que nunca dirigem seus assuntos para a figura masculina. Porém, tendo entre elas o fantasma de uma presença masculina desconfortante, promovendo calorosa discussão sobre um assunto de extrema importância nos dias atuais.